• Tratamentos •
A escoliose pode estar presente em pacientes com paralisia cerebral, especialmente naqueles com maior comprometimento funcional. Trata-se de um desvio tridimensional da coluna vertebral que pode acometer as regiões cervical, torácica ou lombar.
Na PC, a escoliose é classificada como neuromuscular, pois pode decorrer da fraqueza muscular, da hipotonia e/ou da espasticidade que comprometem o controle do tronco. Em geral, apresenta curvaturas de raio longo com maior tendência à progressão durante o período de crescimento, o que reforça a importância do acompanhamento regular.
Para curvaturas em estágios menos avançados, as abordagens conservadoras podem ser avaliadas:
Fisioterapia especializada: exercícios voltados ao fortalecimento da musculatura do tronco e ao controle postural
Uso de colete (órtese): pode ser considerado para curvaturas em progressão em pacientes ainda em crescimento
Adaptação da cadeira de rodas: o posicionamento adequado é relevante para pacientes não deambuladores, tanto para o conforto quanto para a evolução da curva
O acompanhamento radiológico periódico é fundamental para monitorar a evolução e reavaliar a estratégia de manejo quando necessário.
Em curvaturas mais avançadas ou com progressão relevante, especialmente em pacientes em crescimento, a possibilidade cirúrgica pode ser discutida. O objetivo é contribuir para a correção da deformidade, a estabilização da coluna e a preservação da função respiratória, que pode ser comprometida pelo avanço da escoliose torácica.
O planejamento é personalizado conforme a gravidade da curvatura, a localização, a idade do paciente, o nível funcional e as condições clínicas gerais.